segunda-feira, 31 de dezembro de 2018
terça-feira, 18 de dezembro de 2018
Moliceiros de Aveiro
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Retirados Daqui
segunda-feira, 10 de dezembro de 2018
Pedro Gomes Monteiro - Fontanário
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Fotografia de Pedro Gomes Monteiro |
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Fotografia de Pedro Gomes Monteiro |
Fontanário junto à Igreja de Nossa Senhor do Cardal mesmo no centro de Pombal.
https://goo.gl/maps/xZXyYmK51Vv
Obrigada, Pedro
segunda-feira, 19 de novembro de 2018
o mar, o mar... para a Lenita, o mar! : )
praia da Rocha ao fundo, vista do Vau.
parámos aqui tantas vezes... e, noutras tantas, fizemos, à beira-mar, o caminho que as ligava...
— cristina, vem! olha que a maré já sobe!
-— vou já, vou já...
do tempo em que - até prò ano! - era uma eternidade
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do Vau à Rocha fotografia de/para Helena Nilo |
para a Lenita, que faria anos hoje
quinta-feira, 15 de novembro de 2018
quarta-feira, 14 de novembro de 2018
Raquel Roque Gameiro
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Raquel
Roque Gameiro, página d' 'O Livro da Primeira Classe — Ensino Básico Elementar', Ministério da Educação Nacional, 3.ª ed., Lisboa, Livraria Popular Francisco Franco, 1947. |
sexta-feira, 21 de setembro de 2018
terça-feira, 18 de setembro de 2018
segunda-feira, 17 de setembro de 2018
ANTÓNIO MARIA LISBOA - ISSO ONTEM ÚNICO
(…)
RAOMOMAR
amor confuso, amor repetido, amor esotérico, amor mágico
– MAR
mar perdido de conchas no meio do mar
mar de marés justapostas de amor num mar de marfim
perdido no teu joelho de marfim.
mar de bosques que anuncia ao estrangeiro terra perfumada
oceano no teu oceano de olhar
Isís a mulher de Osíris – a realidade misturada.
no MAR.
mar que te apontei do alto da torre coberta pelo nevoeiro
pelo avião que atravessa o espaço
pelo incêndio que percorre o mundo num autocarro
pelo soerguer do teu corpo semi-quente na madrugada
mar azul-vermelho queimado de arestas
mar de dedos frios, de velas sibilinas na noite de cristal
mar de sonâmbulos esquecidos a medir o espaço com fitas de estrelas
mar de passageiros estranhos e abismados
mar de casas altíssimas onde habitam as cidades
MAR para que não me chegam os olhos
mar branco de nuvens sobrepostas para lhe podermos passar por cima
mar de esquecimento, de objectos sensíveis e distintos
mar onde guardei o aquário azul que trouxe até hoje na memória
e só hoje te espalho para o mundo MAR
onde é possível e provável o envenenamento total da espécie onde
descanso a minha mão esquerda sobre uma pantera negra e todos os
dias mergulho em fogo
descanso a minha mão esquerda sobre uma pantera negra e todos os
dias mergulho em fogo
Amor sem nexo, amor contínuo, amor disperso – MAR
mar com uma bala direita no cérebro
mar sem apoio em nenhum ponto do espaço, mas preso apesar de tudo
numa enorme teia diabolicamente construída para conseguir ser
livre
numa enorme teia diabolicamente construída para conseguir ser
livre
mar de submarinos insondáveis que navegam o infinito do mar
mar espacial de sons, de cores, de imagens, de mil anos passados que
percorremos
percorremos
MAR que flutua no MAR abusivamente medonho
amor esquecido, amor distante, amor insolente
RAOMOMAR
(…)
António Maria Lisboa, Poesia, Biblioteca editores Independentes, Lisboa, pp 90-91
quarta-feira, 12 de setembro de 2018
António Botto - Poema do Mar
Eu ontem passei o dia
Ouvindo o que o mar dizia.
Chorámos, rimos, cantámos.
Falou-me do seu destino,
Do seu fado...
Depois, para se alegrar,
Ergueu-se, e bailando, e rindo,
Pôs-se a cantar
Um canto molhado e lindo.
O seu hálito perfuma –
E o seu perfume faz mal!
Deserto de águas sem fim...
Ó sepultura da minha raça,
Quando me guardas a mim?...
Ele afastou-se calado;
Eu afastei-me mais triste,
Mais doente, mais cansado...
Ao longe, o Sol, na agonia,
De roxo as águas tingia.
- Voz do mar misteriosa;
Voz do amor e da verdade!
Ó voz moribunda e doce
Da minha grande saudade!
Voz amarga de quem fica,
Trémula voz de quem parte...
................................................
E os poetas a cantar
São ecos da voz do mar!
https://arquivos.rtp.pt/conteudos/joao-villaret-16/
Aos 16m53, João Villaret declama o poema de António Botto
terça-feira, 11 de setembro de 2018
ROSA MARIA MARTELO - A PONTE AFUNDA-SE NO RIO
Dito de outro modo, sem justificação ou explicação alguma, há, eu sei, um avanço da imagem na linguagem. Entre uma e outra, nesse avanço, um salto, um vazio (mas não um salto no vazio). Há um pensar por imagens ao qual as palavras chegam com atraso, quase como se delas ficasse só a música lançada para diante. É ainda a linguagem, mas já não são palavras, são imagens, livres, que as palavras falham ao circundar Há um azul que excede a palavra azul, há esse azul, e quando a sua mancha alastra, atrasa-se qualquer palavra acerca disso. Se A. L. diz «pára-me de repente o pensamento», posso imaginá-lo precisamente aí. O que então escreve e não escreve envolve uma pausa fulminante. Mas nunca poderei dizer isto, a ponte afunda-se no rio.
Rosa Maria Martelo, Siringe, Averno, 2017, p.66
sexta-feira, 24 de agosto de 2018
Al Mutamid Ibn Abbad - Evocação de Silves
Saúda, por mim, Abu Bakr,
Os queridos lugares de Silves
E diz-me se deles a saudade
É tão grande quanto a minha.
Saúda o palácio dos Balcões
Da parte de quem nunca os esqueceu.
Morada de leões e de gazelas
Salas e sombras onde eu
Doce refúgio encontrava
Entre ancas opulentas
E tão estreitas cinturas!
Mulheres níveas e morenas
Atravessavam-me a alma
Como brancas espadas
E lanças escuras.
Ai quantas noites fiquei,
Lá no remanso do rio,
Nos jogos do amor
Com a da pulseira curva
Igual aos meandros da água
Enquanto o tempo passava...
E me servia de vinho:
O vinho do seu olhar
Às vezes o do seu copo
E outras vezes o da boca.
Tangia cordas de alaúde
E eis que eu estremecia
Como se estivesse ouvindo
Tendões de colos cortados.
Mas retirava o seu manto
Grácil detalhe mostrando:
Era ramo de salgueiro
Que abria o seu botão
Para ostentar a flor.
quinta-feira, 23 de agosto de 2018
sábado, 18 de agosto de 2018
Miguel Torga - Sagres
Sagres
Vinha de longe o mar...
Vinha de longe, dos confins do medo...
Mas vinha azul e brando, a murmurar
Aos ouvidos da terra um cósmico segredo.
E a terra ouvia, de perfil agudo,
A confidencial revelação
Que iluminava tudo
Que fora bruma na imaginação.
Era o resto do mundo que faltava
(Porque faltava mundo!).
E o agudo perfil mais se aguçava,
E o mar jurava cada vez mais fundo.
Sagres sagrou então a descoberta
Por descobrir:
As duas margens de certeza incerta
Teriam de se unir!
quinta-feira, 16 de agosto de 2018
Gastão Cruz - Nas Muralhas do Mar
Qual dentre as primeiras do
dia é a imagem
da gruta onde a voz
se repercute o
tema do extenso poema
falhado tal o autor o dizia
ansiosamente prostrado
na adoração da morte Do seu
corpo esgotado
pela algidez das águas não sobrava
nenhum tempo vivido entre
as muralhas gerais dessas
cidades Assim
como uma vaga suicida
marcado pela água o corpo à gruta
tal a voz à imagem refluia.
Gastão Cruz, O pianista, Porto: Limiar, 1984
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