sábado, 30 de junho de 2018
Chafariz da Estrada das Garridas
![]() |
Paulo Guedes. (1886-1947), 'Chafariz da Estrada das Garridas' Fotografia do Arquivo Municipal de Lisboa | fotográfico [publicada no catálogo 7 Olhares. Lisboa: Livros Horizonte, 1994. 109 p.] |
![]() |
Recorte da fotografia original de Paulo Guedes. (1886-1947), Chafariz da Estrada das Garridas Fotografia do Arquivo Municipal de Lisboa | fotográfico |
Segundo José Valente: «... este chafariz era do lado direito de quem subia direito à Buraca, a seguir às casas que existiam do lado esquerdo. Aquele muro, é o da quinta das Garridas, que se estendia até à mata. A nascente, que abastecia o chafariz, ainda existe activa. Deu origem ao pequeno lago, no que é hoje o jardim auto-sustentável (creio que é esse o nome que lhe dão) no meio do bairro de Santa Cruz, junto à rua do Parque. Eu nasci há 70 anos, numa dessas casas do lado esquerdo da rua, um pouco antes deste chafariz.»
Informação recolhida no facebook, no grupo Freguesia de Benfica, no post:
CLICAR AQUI
(contém outras informações)
![]() |
Helena Nilo, 28 de Junho, 2018 |
segunda-feira, 18 de junho de 2018
sexta-feira, 15 de junho de 2018
António Botto - Os Barcos Do Rio Tejo
«Os Barcos do Rio Tejo», versos inéditos de António Botto, 'Revista Municipal', n.º 20-21, 1.º e 2.º trimestre de 1944.
imagem © Hemeroteca Municipal
Via Luis Manuel Gaspar, DAQUI:
ANTÓNIO PATRÍCIO (1878-1930) - EM HORNEBËK, NA DINAMARCA
![]() |
Adicionar legenda |
Em Hornebëk, na Dinamarca,
as folhas caem sobre o mar.
Vão em lufadas cair nas ondas,
caem nas barcas que vão pescar.
Há folhas secas por sobre as redes,
caem nas velas, todas doiradas...
São cor das barbas dos pescadores,
lá vão levadas, lá vão levadas...
Minha alma, doida de mar e outono,
em Hornebëk se foi deitar,
entre gaivotas e folhas secas,
a sonhar alto, para sonhar…
Tem nos cabelos algas e algas
que o vento brusco vem levantar...
Em Hornebëk, na Dinamarca,
onde vão folhas por sobre o mar.
António Patrício, «Em Hornebëck, na Dinamarca», Poesias, 1942
terça-feira, 12 de junho de 2018
![]() |
Luis Manuel Gaspar, ensaio para uma banda desenhada sobre o
'Livro do Desassossego', de Fernando Pessoa, 1992 |
DAQUI:
Luis Manuel Gaspar
Artista plástico e poeta.
Artista plástico e poeta.
Nasceu em Lisboa, 1960.
segunda-feira, 21 de maio de 2018
ANTÓNIO DE SOUSA - ACORDES
![]() |
Fotografia de Maria João Brito de Sousa |
Rio de risos brandos, a cantar.
Oh rio doutras sedes! Rio — claro
e fugidio espelho desta hora em que me paro!
Onde é o teu mar?
Para quem tua voz e os teus cabelos
de algas, com diademas de seixinhos?
Tua pele friorenta e os teus caminhos
de sonho e névoa, aos siderais castelos?
Para quem teu mistério: esse desejo
vagabundo, que flui entre estrelas e lodos?
Onde o abraço que abrace os teus abraços todos?
E onde aquela onda em que afoguei um beijo?
António de Sousa, 'Ilha Deserta', Coimbra, Edições Presença, 1937; 2.ª ed., com desenhos de Manuel Ribeiro de Pavia, Lisboa, Editorial Inquérito, 1954.
Do blog https://antoniodesousa.blogs.sapo.pt/
Via Luis Manuel Gaspar
quarta-feira, 9 de maio de 2018
SOBRE UMA FOTOGRAFIA DE CAMILO PESSANHA - Paulo de Tarso Cabrini Jr.
![]() |
Camilo Pessanha, "Praia do Leitão” ou da "Chácara do Leitão” ,Macau, 1921 |
Nessa fotografia, vemos o poeta,em “farrapos”, acompanhado de seus dois cães – um deles, o “Arminho” (...) O retrato está datado de 1921 e é dedicado ao amigo César de Almeida."
Artigo Aqui: http://
David Mourão-Ferreira
![]() |
Fotografia de Pepe DinizLisboa — Luzes e Sombras, Metropolitano de Lisboa, 1992. |
Parece às vezes que o Tejo
é Tejo sob outro Tejo
como às vezes o desejo
sob o desejo é desejo
Que uma só ponte é a mesma
tanto por cima do Tejo
como por baixo do Tejo
pedras e corpos os mesmos
tão sob e sobre o desejo
como sem desejo mesmo
Mas se isto acontece às vezes
a grande culpa é do Tejo
© Pepe Diniz (fotografias) / David Mourão-Ferreira (poesias), 'Lisboa — Luzes e Sombras', Metropolitano de Lisboa, 1992.
Do facebook de Luis Manuel Gaspar
terça-feira, 8 de maio de 2018
![]() |
Afonso Lopes Vieira - O Sapo Leituras para a 3ª Classe, Ensino Primário Elementar, anos 30 |
Retirado Daqui:
sexta-feira, 4 de maio de 2018
José de Almada Negreiros - Varina
![]() |
José Almada Negreiros, 'Varina', 1946 |
Lá na Ribeira Nova
onde nasce Lisboa inteira
na manhã de cada dia
há uma varina
e se não fosse ela
ai não sei
não sei que seria de mim!
Por ela
fiz dois versos a todas as varinas:
E vós varinas que sabeis a sal
e trazeis o mar no vosso avental!
Acho parecidos estes versos
com as varinas de Portugal.
Uma vez falei-lhe
para ouvi-la
e vê-la
ao pé.
A voz saborosa
os olhos de variar
castanhos de variar
castanhos-escuros de variar
com reflexos de variar
desde a rosa
até ao verde
desde o verde
até ao mar.
Num reflexo reflecti:
não dar aquele destino
ao meu destino aqui.
Lisboa, 1926
In: José Almeida Negreiros, Poemas, Assírio & Alvim, Lisboa
Imagem daqui
para ouvi-la
e vê-la
ao pé.
A voz saborosa
os olhos de variar
castanhos de variar
castanhos-escuros de variar
com reflexos de variar
desde a rosa
até ao verde
desde o verde
até ao mar.
Num reflexo reflecti:
não dar aquele destino
ao meu destino aqui.
Lisboa, 1926
In: José Almeida Negreiros, Poemas, Assírio & Alvim, Lisboa
Imagem daqui
quarta-feira, 2 de maio de 2018
Berlengas - Forte de São João Baptista
Etiquetas:
Berlengas,
farol,
forte,
ilha,
José Pardal
Subscrever:
Mensagens (Atom)