domingo, 21 de abril de 2019
quarta-feira, 3 de abril de 2019
terça-feira, 2 de abril de 2019
Mário Henrique-Leiria - A Invenção da Água
Texto de Mário Henrique-Leiria, dito por Mário Viegas no programa "Palavras Vivas"
Fernando Pessoa - A lavadeira no tanque
A lavadeira no tanque
Bate roupa em pedra bem.
Canta porque canta e é triste
Porque canta porque existe;
Por isso é alegre também.
Ora se eu alguma vez
Pudesse fazer nos versos
O que a essa roupa ela fez,
Eu perderia talvez
Os meus destinos diversos.
Há uma grande unidade
Em, sem pensar nem razão,
E até cantando a metade,
Bater roupa em realidade...
Quem me lava o coração?
15-9-1933
Novas Poesias Inéditas. Fernando Pessoa. (Direcção, recolha e notas de Maria do Rosário Marques Sabino e Adelaide Maria Monteiro Sereno.) Lisboa: Ática, 1973 (4ª ed. 1993).
- 83.segunda-feira, 1 de abril de 2019
LUÍS DE CAMÕES - Correm turvas as águas deste rio...
Correm turvas as águas deste rio
Que as do Céu e as do monte as enturbaram;
Os campos florescidos se secaram;
Intratável se fez o vale, e frio.
Que as do Céu e as do monte as enturbaram;
Os campos florescidos se secaram;
Intratável se fez o vale, e frio.
Passou o V' rão, passou o ardente Estio;
Üas cousas por outras se trocaram;
Os fementidos Fados já deixaram
Do mundo o regimento ou desvario.
Üas cousas por outras se trocaram;
Os fementidos Fados já deixaram
Do mundo o regimento ou desvario.
Tem o tempo sua ordem já sabida;
O mundo não; mas anda tão confuso,
Que parece que dele Deus se esquece.
O mundo não; mas anda tão confuso,
Que parece que dele Deus se esquece.
Casos, opiniões, natura e uso
Fazem que nos pareça desta vida
Que não há nela mais que o que parece.
Fazem que nos pareça desta vida
Que não há nela mais que o que parece.
domingo, 24 de março de 2019
segunda-feira, 11 de março de 2019
segunda-feira, 4 de março de 2019
Fotografia de Margarida Pereira
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Fotografia de Margarida Pereira, Esposende, Abril de 2018 |
Mais fotografias de Margarida Pereira AQUI (é só clicar)
sexta-feira, 1 de março de 2019
Chafariz da Buraca
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Eduardo Portugal, Chafariz da Buraca, 1939 fotografia do Arquivo Municipal de Lisboa | fotográfico |
Descrição
Chafariz de cantaria de calcário lioz, de planta rectangular simples, composto por embasamento, onde assenta o espaldar simples, rectilíneo, encurvado e mais largo na base, flanqueado por pilastras toscanas, que sustentam friso e cornija contracurvada, de inspiração borromínica. Possui moldura recortada e curva na base, encimada por cartela convexa, com recorte inferior e superior, onde se adapta ao perfil da moldura relevada com acanto que envolve brasão, com as armas de D. José, encimada por coroa e ladeado por paquife e elementos concheados e volutados. Ao centro do embasamento, surge uma bica simples de cantaria, que verte para pequeno tanque rectangular, pouco profundo e com orifício de escoamento, tendo em frente um outro tanque maior, igualmente de planta rectangular, de profundidade mínima e bordo boleado, formando espelho de água. O acesso aos tanques é feito através de degrau de cantaria existente do lado esquerdo, entre o espaldar e o tanque maior. A caixa de água desenvolve-se posteriormente, adossada a muro de cantaria.
Acessos
Rua da Buraca; Estrada da Buraca
Enquadramento
Urbano, adossado ao troço do Aqueduto das Águas Livres, compreendido entre as freguesias de São Brás e da Buraca (v. PT031105030003), possuindo entre eles grade metálica, e cujo aqueduto se encontra adossado ao muro da Quinta do Bom Pastor, da Buraca (v. PT031106080359). Implanta-se no antigo lugar de Calhariz, numa zona de terreno com declive pronunciado relativamente à Rua da Buraca, formando uma pequena plataforma rebaixada, circundada por duas vias de intenso tráfego automóvel, pavimentada a blocos de cantaria; esta é delimitada, lateralmente, pelo passeio, pavimentado a calçada à portuguesa, que acompanha o traçado da estrada, e pelo aqueduto, aqui rasgado por dois arcos, um de volta perfeita e outro abatido, que acedem à Estrada da Buraca, em direcção ao Calhariz, em Benfica. Posteriormente, é delimitado por muro, de dois registos, o inferior em alvenaria e, o superior em cantaria, de aparelho regular, prolongando-se o primeiro para o lado esquerdo, o qual é antecedido por pequeno jardim valorizando a imponente casa de águas que se adossa ao aqueduto. Junto ao tanque maior encontra-se um mourão fragmentado que provavelmente delimitava a plataforma.
Cronologia
1771, 23 Dezembro - na sequência da aprovação do Marquês de Pombal, a Junta das Águas Livres autoriza a execução do chafariz segundo o projecto do Arquitecto Reinaldo Manuel dos Santos, então 2º arquitecto da Junta; 1772, Outubro - aprovação do risco; conclusão da obra; 1834 - despacho da Direcção das Águas Livres concedendo os sobejos da água do chafariz à Quinta da Buraca ou do Bom Pastor.
ARQUITECTO: Reinaldo Manuel dos Santos (1771).
Autor e Data
Teresa Vale e Carlos Gomes 1996 / Marta Ferreira 2007
IN: SIPA - http://www.monumentos.gov.pt/site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=5088
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Eduardo Portugal, Chafariz da Buraca e troço do Aqueduto das Águas Livres 1939 fotografia do Arquivo Municipal de Lisboa | fotográfico |
quarta-feira, 27 de fevereiro de 2019
MEMORIA SOBRE CHAFARIZES, BICAS, FONTES E POÇOS PÚBLICOS DE LISBOA, BELEM...
VELOSO D'ANDRADE (José Sérgio).— MEMORIA SOBRE CHAFARIZES, BICAS, FONTES E POÇOS PÚBLICOS DE LISBOA, BELEM, E MUITOS LOGARES DO TERMO. Offerecida á Ex.mª Camara Municipal de Lisboa. Lisboa. Na Imprensa Silviana. 1851. 17x25 cm. VIII-398 págs.
Livro disponível aqui:
quarta-feira, 23 de janeiro de 2019
sábado, 12 de janeiro de 2019
Concha de S. Martinho
A
concha de São Martinho é o que resta de um antigo golfo que ocupava uma
vasta área, onde Alfeizerão constituía um porto de considerável
importância. Com o progressivo assoreamento da baía, Salir viria a
desempenhar as funções que Alfeizerão já não podia cumprir.
A
povoação teve origem, provavelmente, numa póvoa de pescadores. A Granja
de São Martinho foi fundada neste sítio pela Ordem de Cister que veio a
fixar a população e dar o nome à terra. Mais tarde foi acrescentado a
designação “do Porto”.
São Martinho do Porto foi um dos portos de mar dos Coutos de Alcobaça, tendo sido doado à Ordem de Cister em 1153, por D. Afonso Henriques. Em 1834 dá-se a extinção das ordens religiosas em Portugal. Foi no reinado de El-Rei D. Afonso III, em Junho de 1257, que Frei Estevão Martins, 12º abade do convento de Alcobaça, concedeu o primeiro foral a São Martinho do Porto.
As terras que estavam votadas ao abandono, durante a reconquista, são aproveitadas e transformadas, pela Ordem de Cister, numa região agrícola rica. As charnecas, as serras e os pântanos são transformados em campos férteis de cultivo. ( ver continuação do artigo AQUI )
São Martinho do Porto foi um dos portos de mar dos Coutos de Alcobaça, tendo sido doado à Ordem de Cister em 1153, por D. Afonso Henriques. Em 1834 dá-se a extinção das ordens religiosas em Portugal. Foi no reinado de El-Rei D. Afonso III, em Junho de 1257, que Frei Estevão Martins, 12º abade do convento de Alcobaça, concedeu o primeiro foral a São Martinho do Porto.
As terras que estavam votadas ao abandono, durante a reconquista, são aproveitadas e transformadas, pela Ordem de Cister, numa região agrícola rica. As charnecas, as serras e os pântanos são transformados em campos férteis de cultivo. ( ver continuação do artigo AQUI )
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