domingo, 31 de maio de 2020
quinta-feira, 28 de maio de 2020
Rui Picarote Amaro - «in Memoriam»
terça-feira, 26 de maio de 2020
Fernando Pessoa - A água da chuva desce a ladeira.
A água da chuva desce a ladeira.
É uma água ansiosa.
Faz lagos e rios pequenos, e cheira
A terra a ditosa.
Há muito que contar a dor e o pranto
De o amor os não querer...
Mas eu, que também o não tenho, o que canto
É uma coisa qualquer.
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Bernardo Soares - ...e as algas como molhados cabelos empastando o rosto...
...e as algas como molhados cabelos empastando o rosto morto das águas.
Um som suave de rio largo, uma indecisa frescura aquática, uma saudade audível, oculta, um amarelo morto de movimento.
Leves, leves as sombras calmas.
A noite era cheia daquelas pequenas nuvens muito brancas, que se destacam umas das outras. Vista através de uma ou outra delas, a Lua tinha em seu torno um halo azul, castanho e amarelo, com uns tons supostos de verde-vivo. Entre as árvores o céu era dum azul-negro profundíssimo, longínquo, irrevogável. As estrelas viam-se ora através das nuvens, ora, muito longe, mas entre elas. Uma saudade de coisas idas, de grandes passados da alma, talvez porque em reencarnações antigas, olhos nossos, no corpo físico, houvesse visto, este luar sobre florestas longínquas, quando selvática ainda, a alma infanta talvez pressentia, por uma memória em Deus ao contrário, no futuro das suas reencarnações, esta lua retrospectiva. E assim essas duas luas davam mãos de sombra por sobre a minha cabeça abatida.
segunda-feira, 25 de maio de 2020
quarta-feira, 20 de maio de 2020
terça-feira, 19 de maio de 2020
domingo, 29 de março de 2020
Senhora da Rocha, de Sophia de Mello Breyner Andresen
Isto já se vai tornando um hábito para mal de todos, especialmente de vocês. Mas este foi a pedido, o que me deixa muito feliz. Cá está ele com muito carinho, Helena Nilo! [Daniel Soares Ferreira - Aqui ]
SENHORA DA ROCHA
Tu não estás como Vitória à proa
Nem abres no extremo do promontório as tuas asas
Nem caminhas descalça nos teus pátios quadrados e caiados
Nem desdobras o teu manto na escultura do vento
Nem ofereces o teu ombro à seta da luz pura
Mas no extremo do promontório
Em tua pequena capela rouca de silêncio
Imóvel, muda inclinas sobre a prece
O teu rosto feito de madeira e pintado como um barco
O reino dos antigos deuses não resgatou a morte
E buscamos um deus que vença connosco a nossa morte
É por isso que tu estás em prece até ao fim do mundo
Pois sabes que nós caminhamos nos cadafalsos do tempo
Tu sabes que para nós existe sempre
O instante em que se quebra a aliança do homem com as coisas
Os deuses de mármore afundam-se no mar
Homens e barcos pressentem o naufrágio
E por isso não caminhas cá fora com o vento
No grande espaço liso da luz branca
Nem habitas no centro da exaltação marinha
O antigo círculo dos deuses deslumbrados
Mas rodeada pela cal dos pátios e dos muros
Assaltada pelo clamor do mar e a veemência do vento
Inclinas o teu rosto
Imóvel muda atenta como antena.
Sophia de Mello Breyner Andresen , Geografia, 1962
quinta-feira, 16 de janeiro de 2020
Porto de Portimão
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Porto de Portimão |
daqui: https://ahistorianacidade.files.wordpress.com/2010/12/barcos-cortic3a7a.jpg
domingo, 5 de janeiro de 2020
Viveiro de Trutas de Aguincho
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Helena Nilo, Viveiro de trutas de Aguincho, Dezembro de 2019 |
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Helena Nilo, Viveiro de trutas de Aguincho, Dezembro de 2019 |
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Helena Nilo, Viveiro de trutas de Aguincho, Dezembro de 2019 |
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Helena Nilo, Viveiro de trutas de Aguincho, Dezembro de 2019 |
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Helena Nilo, Viveiro de trutas de Aguincho, Dezembro de 2019 |
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Helena Nilo, Viveiro de trutas de Aguincho, Dezembro de 2019 |
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Helena Nilo, Viveiro de trutas de Aguincho, Dezembro de 2019 |
terça-feira, 24 de dezembro de 2019
sábado, 23 de novembro de 2019
Madredeus - O sonho
um sonho que sonhou
não conta tudo o que encontrou
Contar um sonho é proibido
Eu sonhei
um sonho com amor
e uma janela e uma flor
uma fonte de água e o meu amigo
E não havia mais nada...
só nós, a luz, e mais nada...
Ali morou o amor
Amor,
Amor que trago em segredo
num sonho que não vou contar
e cada dia é mais sentido
Amor,
eu tenho amor bem escondido
num sonho que não sei contar
e guardarei sempre comigo
Letra e música: Pedro Ayres Magalhães
sexta-feira, 22 de novembro de 2019
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