terça-feira, 28 de abril de 2020
domingo, 29 de março de 2020
Senhora da Rocha, de Sophia de Mello Breyner Andresen
Isto já se vai tornando um hábito para mal de todos, especialmente de vocês. Mas este foi a pedido, o que me deixa muito feliz. Cá está ele com muito carinho, Helena Nilo! [Daniel Soares Ferreira - Aqui ]
SENHORA DA ROCHA
Tu não estás como Vitória à proa
Nem abres no extremo do promontório as tuas asas
Nem caminhas descalça nos teus pátios quadrados e caiados
Nem desdobras o teu manto na escultura do vento
Nem ofereces o teu ombro à seta da luz pura
Mas no extremo do promontório
Em tua pequena capela rouca de silêncio
Imóvel, muda inclinas sobre a prece
O teu rosto feito de madeira e pintado como um barco
O reino dos antigos deuses não resgatou a morte
E buscamos um deus que vença connosco a nossa morte
É por isso que tu estás em prece até ao fim do mundo
Pois sabes que nós caminhamos nos cadafalsos do tempo
Tu sabes que para nós existe sempre
O instante em que se quebra a aliança do homem com as coisas
Os deuses de mármore afundam-se no mar
Homens e barcos pressentem o naufrágio
E por isso não caminhas cá fora com o vento
No grande espaço liso da luz branca
Nem habitas no centro da exaltação marinha
O antigo círculo dos deuses deslumbrados
Mas rodeada pela cal dos pátios e dos muros
Assaltada pelo clamor do mar e a veemência do vento
Inclinas o teu rosto
Imóvel muda atenta como antena.
Sophia de Mello Breyner Andresen , Geografia, 1962
quinta-feira, 16 de janeiro de 2020
Porto de Portimão
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Porto de Portimão |
daqui: https://ahistorianacidade.files.wordpress.com/2010/12/barcos-cortic3a7a.jpg
domingo, 5 de janeiro de 2020
Viveiro de Trutas de Aguincho
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Helena Nilo, Viveiro de trutas de Aguincho, Dezembro de 2019 |
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Helena Nilo, Viveiro de trutas de Aguincho, Dezembro de 2019 |
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Helena Nilo, Viveiro de trutas de Aguincho, Dezembro de 2019 |
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Helena Nilo, Viveiro de trutas de Aguincho, Dezembro de 2019 |
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Helena Nilo, Viveiro de trutas de Aguincho, Dezembro de 2019 |
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Helena Nilo, Viveiro de trutas de Aguincho, Dezembro de 2019 |
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Helena Nilo, Viveiro de trutas de Aguincho, Dezembro de 2019 |
terça-feira, 24 de dezembro de 2019
sábado, 23 de novembro de 2019
Madredeus - O sonho
um sonho que sonhou
não conta tudo o que encontrou
Contar um sonho é proibido
Eu sonhei
um sonho com amor
e uma janela e uma flor
uma fonte de água e o meu amigo
E não havia mais nada...
só nós, a luz, e mais nada...
Ali morou o amor
Amor,
Amor que trago em segredo
num sonho que não vou contar
e cada dia é mais sentido
Amor,
eu tenho amor bem escondido
num sonho que não sei contar
e guardarei sempre comigo
Letra e música: Pedro Ayres Magalhães
sexta-feira, 22 de novembro de 2019
quinta-feira, 7 de novembro de 2019
Daniel Soares Ferreira - Fonte Românica de Fonte Arcada
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Daniel Soares Ferreira, Fonte Românica, de Fonte Arcada, Sernacelhe, Outubro de 2019 |
Retirada daqui: |
sábado, 2 de novembro de 2019
Copeiro alentejano
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copeiro alentejano |
terça-feira, 29 de outubro de 2019
domingo, 27 de outubro de 2019
Chafariz da Rua do Século
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Joshua Benoliel, Chafariz da Rua do Século, [1907] Fotografia do Arquivo Municipal de Lisboa | Fotográfico |
Segundo projecto de Carlos Mardel, este chafariz, chafariz nº 5, ficou concluído em 1762, assumindo um importante estatuto interventivo no urbanismo de Lisboa, na medida em que, na Rua Formosa (actual Rua do Século), Mardel desenhou uma praça circunscrita a uma planta semicircular para enquadrar o referido chafariz, que surge, centrado ao fundo, encostado a uma alta parede de jardim. O seu abastecimento de água era feito através de uma derivação da galeria do Loreto, na chamada Pia do Penalva, que se localizava sensivelmente na esquina da Praça do Príncipe Real com a Rua D. Pedro V. De concepção clássica e de grande sobriedade decorativa, assenta numa base de degraus de forma poliginal e caracteriza-se por possuir um espaldar de encosto, ostentando tabelas centrais, que forma um elegante pórtico da ordem dórica, composto pela articulação de pilastras simples com capitéis trabalhados linearmente,que sustentam um frontão aberto, encimado por uma concha, a qual equilibra toda a estrutura. Sobressaindo na monotonia cromática do calcário amarelado do chafariz e da praça, três carrancas de bronze alimentam um tanque de recepção de águas pouco profundo, arredondado e saliente. Este chafariz tinha também como função abastecer o Palácio Pombal que lhe fica fronteiro.
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Gastão de Brito e Silva, Chafariz da rua do Século |
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Gastão de Brito e Silva, Chafariz da rua do Século |
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Gastão de Brito e Silva, Chafariz da rua do Século |
sábado, 26 de outubro de 2019
António Maria Lopes - A Poesia das águas
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António Maria Lopes, "A Poesia das águas",
Ilustração Portugueza, 2.ª série, n.º 368, 10 de Março de 1913, pp. 289-293
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António Maria Lopes, "A Poesia das águas",
Ilustração Portugueza, 2.ª série, n.º 368, 10 de Março de 1913, pp. 289-293
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António Maria Lopes, "A Poesia das águas",
Ilustração Portugueza, 2.ª série, n.º 368, 10 de Março de 1913, pp. 289-293
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António Maria Lopes, "A Poesia das águas",
Ilustração Portugueza, 2.ª série, n.º 368, 10 de Março de 1913, pp. 289-293
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António Maria Lopes, "A Poesia das águas",
Ilustração Portugueza, 2.ª série, n.º 368, 10 de Março de 1913, pp. 289-293
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quinta-feira, 24 de outubro de 2019
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