sexta-feira, 8 de setembro de 2017
Portimão - Desembarque do peixe
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Artur Pastor, Desembarque do peixe, Portimão, anos 60 fotografia do Arquivo Municipal de Lisboa | fotográfico |
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Artur Pastor, Desembarque do peixe, Portimão, anos 60 fotografia do Arquivo Municipal de Lisboa | fotográfico |
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Artur Pastor, Desembarque do peixe, Portimão, anos 60 fotografia do Arquivo Municipal de Lisboa | fotográfico |
terça-feira, 5 de setembro de 2017
segunda-feira, 4 de setembro de 2017
Domingos Alvão - Lavadeiras
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Cliché de Domingos Alvão, ["Água tranquila - Lavadeiras num rio de Portugal"] Illustração Portugueza, 22 de Junho de 1914 |
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Cliché de Domingos Alvão, "Lavadeira no Rio Leça" Illustração Portugueza, 14 de Dezembro de 1914 |
Daqui: Etnografia em Imagens
quinta-feira, 24 de agosto de 2017
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Ponte sobre o Tejo, projecto de E. Bartissol e T. Seyrig, O Occidente, n.° 380, 1889 ilustração de L. Freire [Imagem da Hemeroteca Digital] |
[...]
O projecto dá á ponte a extensao de 2310 metros, completando-a com uma linha ferrea que partirá da estação do Rocio a ligar com a do Barreiro, n'um percurso de 15 kilometros e meio.
Do Rocio sahirá a linha em tunnel seguindo em curva para a esquerda, voltando assim de forma a passar quasi sob a praça do Principe Real, e indo desemhocar no valle formado pela rua de S. Bento, perto do palacio das Côrtes.
Atravessa então a rua de S. Bento em linha recta inclinando-se depois novamente para esquerda n'outra curva, e passa por detraz dos Cortes. N'esse ponto a linha será aberta em trincheira e em tunnel, e estabelecer-se-ha a estação da rua de S. Bento.
A calçada da Estrella é atravessada em subterraneo, e o seu transito não será interrompido nem pelos trabalhos nem pela exploração.
Este subterraneo prolongar-se-ha na extensão de 4oo metros, indo a trincheira, que segue, terminar acima da Rocha do Conde d'Obidos.
É facil, diz o sr. Bartissol na sua memoria publicada na "Gazeta ds Caminhos de Ferro", fazer chegar ahi uma estrada que, vindo da esquerda e a direita, communique_com a ponte, pondo d'este modo, em relação directa e facil com ella, o bairro de Buenos-Ayres e a parte baixa da cidade, inferior as Côrtes, como o Conde Barão, etc.
LER CONTINUAÇÃO DO ARTIGO: AQUI
quarta-feira, 23 de agosto de 2017
Em notas ao vídeo:
A «Arquitectura do Rabelo» é o título de um estudo do prof. arquitecto
Octávio Lixa Filgueiras, que serviu como roteiro para um filme
documentário produzido em 1991 por José Monteiro e realizado por Vítor
Bilhete. Este documentário correspondeu à última oportunidade de fixar
imagens para o futuro, de uma tradição hoje perdida, a construção de um
barco rabelo por um dos últimos mestres calafates do rio e alguns
artífices que com eles trabalharam.
O processo decorreu em absoluto respeito pelo método nórdico de carpintaria naval, ou seja, a formação do casco antes da montagem das cavernas. Sem máquinas e sem moldes, as formas foram obtidas a partir de medidas básicas tradicionais, o gosto do artista e a prática de muitas gerações.
As filmagens decorreram entre Junho e Agosto de 1991, em vídeo e em película de 35mm. Infelizmente não houve capacidade financeira para a montagem da versão cinematográfica, que se mantém em negativo.
O processo decorreu em absoluto respeito pelo método nórdico de carpintaria naval, ou seja, a formação do casco antes da montagem das cavernas. Sem máquinas e sem moldes, as formas foram obtidas a partir de medidas básicas tradicionais, o gosto do artista e a prática de muitas gerações.
As filmagens decorreram entre Junho e Agosto de 1991, em vídeo e em película de 35mm. Infelizmente não houve capacidade financeira para a montagem da versão cinematográfica, que se mantém em negativo.
Adriano Nazareth - Barcos Rabelos
Barcos Rabelos do Douro (Quatro episódios-1960)
Barcos Rabelos do Douro
Desde o aparecimento do vinho do Porto até meados do século XX o seu transporte rio abaixo, até Vila Nova de Gaia onde se procede ao seu tratamento, foi garantido por barcos tradicionais conhecidos por Rabelos.
Com a evolução natural das vias de
comunicação e dos transportes terrestres este tipo de ligação entre a
origem do vinho e o local onde é envelhecido, engarrafado e distribuído,
passou a ser garantido por outros meios mais rápidos, fáceis e de maior
capacidade.
Contudo, o registo feito em 1960, a preto-e-branco e com a duração de 33 minutos e 45 segundos,
tem proporcionado às gerações vindouras a possibilidade de desfrutar da
epopeia da descida do rio vivida pelas tripulações dos Rabelos de
então, tendo o mesmo ficado a dever-se a Adriano Nazareth, o qual recorreu a uma equipa de luxo para a sua realização, ou seja:
O texto foi escrito pelos Jornalistas Vasco Hogan Teves e Carlos Rodrigues, a locução off do consagrado Gomes Ferreira, a câmara de captação foi operada por um lendário da RTP, o Artur Moura, a captação e registo de som por um trio de ataque único, ou seja, Jorge Teófilo, Jorge Soromenho e João Castanheira e a soberba sonorização da responsabilidade do grande Albano da Mata Diniz.
Texto retirado DAQUI
Adriano Nazareth - O Sargaceiro da Apúlia
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Durante as filmagens de 'O Sargaceiro da Apúlia', de Adriano Nazareth |
Documentário 'O Sargaceiro da Apúlia' de Adriano Nazareth, 1959: AQUI
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Adriano Nazareth |
Biografia de Adriano Nazareth (1929-1998)
Texto de Carlos A. Henriques
PARTE I: AQUI
PARTE II: AQUI
PARTE III: AQUI
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Nazarenos |
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Sargaceiros da Apúlia |
Documentário O Sargaceiro da Apúlia, de Adriano Nazareth, 1966: AQUI
terça-feira, 22 de agosto de 2017
Chafariz da Aldeia Rica (chafarizes e fontes de Azeitão)
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O AZEITONENSE: orgão independente defensor dos interesses de Azeitão e arredores, Nº 1, (3 de Agosto de 1919), p.3 |
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O AZEITONENSE: orgão independente defensor dos interesses de Azeitão e arredores, Nº 2, (10 de Agosto de 1919), p.3 |
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O AZEITONENSE: orgão independente defensor dos interesses de Azeitão e arredores, Nº 4, (24 de Agosto de 1919), p.1 |
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O AZEITONENSE: orgão independente defensor dos interesses de Azeitão e arredores, Nº 16, (16 de Novembro de 1919), p.4 |
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fotografia retirada daqui: http://www.azeitao.net/aldeias/aldeia/aldeia_rica.htm |
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fotografia retirada daqui: http://www.azeitao.net/aldeias/aldeia/aldeia_rica.htm |
Algumas notas históricas sobre o chafariz/fonte da Aldeia Rica:
http://www.aguasdosado.pt/backoffice/files/file_41_1_1318440539.pdf
segunda-feira, 21 de agosto de 2017
sábado, 19 de agosto de 2017
António Carneiro - As algas
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António Carneiro, Contemplação, 1911 |
Quanto tempo vogaram, embaladas
No seio profundíssimo do mar...
E, ao rolá-las na praia, a soluçar
Fica a onda de as ver abandonadas...
A novo beijo da água, de mansinho
As algas se insinuam, no desejo
Saüdoso de voltar; e, num harpejo,
Despede-as o mar, devagarinho...
Fonte de vida eterna, inexaurível,
Sendo só com a vida compatível
— A desse grande túmulo: a Terra,
Voragem pertinaz, assustadora,
Vai o mar rejeitando, hora por hora
Mortes que fez, as mortes que ele encerra.
António Carneiro, Solilóquios: Sonetos Póstumos, 1936.
Júlio Dantas - No mercado do peixe
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Artur Pastor, Porto de Lagos, 1960-65 Fotografia do Arquivo Municipal de Lisboa | Fotográfico |
O mercado de peixe é mesmo ali à beira
Das muralhas do cais: bem perto. De maneira
Que me fui até lá, à falta de melhor.
Um céu surpreendente e um sol abrasador.
Sobre as bancas de pedra, esparsos ao acaso
Na sombra colossal do velho alpendre raso,
Vejo os chocos de prata e vejo os ruivos d’ouro,
Carcanholas a abrir nos cestos esverdeados,
E o pescador, afeito ao sol, sadio e louro,
Metendo pelo peixe os braços remangados.
Um alarido enorme em volta aos peixes grossos;
E, estendendo na sombra os rústicos pescoços,
Os compradores vêm, a arregalar os olhos:
Argêntea, sobre a pedra, hirta, a sardinha, aos molhos;
Os froixos langueirões; percebes cabeludos,
Aonde o pescador volve os dedos ossudos;
Amêijoas a ranger, vindas ali do lodo,
De concha esverdeada, enchendo um cabaz todo;
Eirós a colear, vivas, enoveladas,
Metálicas, bulindo em celhas almagradas, —
Tudo isto daqui chama os estômagos lassos
Desta cidade vil de cloques e madraços.
O Damião, coçando a espádua pelo muro,
Entra-se a lastimar de que anda mal seguro
O negócio: o melhor, em coisa que mais deixe,
É a sardinha; o mais, ruim safra de peixe,
Que não no bota cá uma pessoa inteiro
Senão com muita estafa e a peso de dinheiro!
O pescador, aqui, faz-se valer; mais quer
Distribuir de graça, o diabo, que vender
Barato. E o Damião, em pragas, — diab’alma! —
Sacode o ferragoulo enorme que o enxalma.
Júlio Dantas [Lagos,1876 - Lisboa, 1962], Nada, 2.ª ed., Lisboa, Parceria António Maria Pereira, 1912
terça-feira, 15 de agosto de 2017
Afonso Lopes Vieira - As fontes secas
As doze canções do Ano: Julho
AS FONTES SECAS
A boca em chama do Estio
cresta, no ardente bafejo,
co'a lavareda do beijo
às fontes o fresco fio.
Os caminhantes cansados
de correr terras e montes,
os caminhantes cansados
param à beira das fontes.
Em roda, no ar, paira e erra
o som das vozes ansiosas
das grandes sedes ansiosas
que estão debaixo da terra.
E os caminhantes cansados
de correr terras e montes,
os caminhantes cansados
cismam à beira das fontes.
E ouvem, ouvem, encantadas,
de entre o silêncio da calma,
a voz das fontes caladas
cantar nos ecos da alma .
E os caminhantes cansados
de correr terras e montes,
os caminhantes cansados
vão-se da beira das fontes.
Mais tristes do que vieram,
os caminhantes passaram...
As fontes emudeceram
como os olhos que se fecharam.
Afonso Lopes Vieira, Canções do Vento e do Sol, Ulmeiro, 1983
AS FONTES SECAS
A boca em chama do Estio
cresta, no ardente bafejo,
co'a lavareda do beijo
às fontes o fresco fio.
Os caminhantes cansados
de correr terras e montes,
os caminhantes cansados
param à beira das fontes.
Em roda, no ar, paira e erra
o som das vozes ansiosas
das grandes sedes ansiosas
que estão debaixo da terra.
E os caminhantes cansados
de correr terras e montes,
os caminhantes cansados
cismam à beira das fontes.
E ouvem, ouvem, encantadas,
de entre o silêncio da calma,
a voz das fontes caladas
cantar nos ecos da alma .
E os caminhantes cansados
de correr terras e montes,
os caminhantes cansados
vão-se da beira das fontes.
Mais tristes do que vieram,
os caminhantes passaram...
As fontes emudeceram
como os olhos que se fecharam.
Afonso Lopes Vieira, Canções do Vento e do Sol, Ulmeiro, 1983
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