sábado, 5 de fevereiro de 2011




O Gharb al-Andalus em dois geógrafos árabes do século VII / XIII: Yâqût al-Hamâwî e Ibn Sa‘îd al-Maghribî.



Poço/cisterna de Silves (autor não identificado

  
Madînat Shilb ( Cidade de Silves )

 
É uma cidade no ocidente de al-Andalus. Entre ela e Beja, são três dias. Está a oeste de Córdova. É a capital do distrito administrativo de Ocsónoba. E entre ela e Córdova são dez dias para o cavaleiro veloz. Fui informado de que não há em al-Andalus, para lá de Sevilha, outra [cidade] como ela. Entre ela e Santarém, são cinco dias. Ouvi dizer a muitos: “ Poucos serão aqueles entre a sua gente que não digam poesia e não se interessem pela cultura. E se passares por um agricultor detrás da sua junta de bois, e lhe sugerires um mote, glosá-lo-á na hora [e de forma correctíssima]”(1).
(Ed.: III, pp. 357-8; trad.GAK, pp. 200-1)
NOTA
1. Esta passagem relativa à grande capacidade de improvisação poética dos habitantes de Silves e sua região, encontra-se também noutros autores árabes, como al-Idrîsî (Nuzhat al-Mushtâq (ou Kitâb Rujjâr), ed. E. CERULLI et all., ...

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O Gharb al-Andalus em dois geógrafos árabes do século VII/XIII: Yâqût al-Hamâwî e Ibn Sa‘îd al-Maghribî

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